“Retiraram a Angola 80 mil milhões de dólares entre 2002 e 2014” – Benja Satula

 

 

“Retiraram a Angola 80 mil milhões de dólares entre 2002 e 2014” - Benja Satula

O presidente de Angola, João Lourenço, já dispõe de nova legislação para avaliar a situação dos empresários, famílias e grupos que constituíram conglomerados económicos fora do país, possibilitando o escrutínio dos ativos que foram construídos ilegalmente no estrangeiro.

Benja Satula é um dos principais juristas angolanos, professor da Universidade Católica de Angola e especialista na legislação de combate ao branqueamento de capitais e à corrupção, um tema que em Africa assume proporções trágicas pelas consequências nefastas que tem causado à sociedade e ao Estado. Benja Satula esteve em Lisboa e deu uma entrevista ao Jornal Económico, onde explica que deixou de ser advogado de José Filomeno dos Santos, filho do ex-presidente José Eduardo dos Santos. Admite que Angola já tem condições para erradicar a impunidade e adotar medidas eficientes contra a corrupção e que a situação das empresas de Isabel dos Santos pode ser avaliada com serenidade e ponderação pelos Governos de Portugal e de Angola, para aferir se são situações lícitas, ou não. Benja Satula refere que os estudos da Universidade Católica estimam em cerca de 80 mil milhões de dólares o valor que foi retirado ao investimento que deveria ter sido feito em Angola entre 2002 e 2014, defendendo que deverá ser parcialmente repatriado.

Portugal financia em três milhões de euros programa de apoio educativo em São Tomé e Príncipe
Portugal financia em três milhões de euros programa de apoio educativo em São Tomé e Príncipe
O Governo português vai financiar um programa de apoio integrado do sistema educativo em São Tomé e Príncipe, avaliado em três milhões de euros e com duração de três anos letivos, segundo um acordo hoje assinado na capital são-tomense.

São-Tomé e Príncipe: “Dívidas Ocultas” a caminho da Justiça

 

A lista das “dívidas ocultas” chegará na próxima semana às mãos do Ministério Público de São Tomé e Príncipe. O montante em causa pode ultrapassar os 70 milhões de dólares.

 

Na próxima semana o Governo são-tomense deverá entregar ao Ministério Público os documentos relacionados com as dívidas que foram ocultadas pelo anterior executivo.

O executivo garante que o montante da dívida é superior aos 70 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de euros).

Em conferência de imprensa, em São Tomé, primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, anunciou que o Ministério Público pediu ao executivo toda a informação relativa ao dossier das « dívidas ocultas ».

Osvaldo Vaz, ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul, acrescentou que “até segunda-feira, o mais tardar, estas informações estarão à disposição do Ministério Público”. O ministro sublinhou, ainda, que “há muitas [dívidas] que não foram registadas pelo Tesouro ou pelo gabinete de gestão de dívidas”.

Em Junho, depois de uma missão no terreno, o Fundo Monetário Internacional acusou o Governo do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada de ter ocultado várias dívidas, que colocaram o país numa situação de endividamento descontrolada.

Com a colaboração de Maximino Carlos, correspondente em São Tomé.

Para inovar e ser empreendedor não é preciso ser inventor – Isabel dos Santos

A empresária angolana Isabel dos Santos destacou hoje a importância da inovação no empreendedorismo, defendendo que para inovar nem sempre é preciso inventar, numa intervenção na Universidade de Cabo Verde, na Praia.

« Nem sempre é preciso uma coisa nova, não é preciso inventar, é preciso é encontrar uma solução inovadora dentro do que já existe num negócio, e é isso que nos dá a vantagem competitiva », disse a empresária durante a sua intervenção na Conferência Empreendedorismo Jovem e Inovação, que decorre esta manhã na Praia.
Durante cerca de 20 minutos, a empresária desfiou conselhos práticos, interagindo com a plateia composta maioritariamente por jovens universitários, e defendeu a necessidade de ter « uma ideia, um plano e uma equipa », que são a chave para começar o empreendedorismo, aproveitando os recursos à disposição dos jovens empreendedores e vai falar na sexta-feira na conferência organizada pela agência Lusa para debater o futuro da economia cabo-verdiana. 

« O financiamento é difícil, os créditos bancários são difíceis, mas um grande empreendedor não nasceu com uma grande empresa, há que começar pequeno, não vale a pena construir um projeto maior do que nós », defendeu, acrescentando: « Procurem pontos de apoio na família, nos amigos, mas antes é preciso ter uma ideia ». 

Exemplificando que a cadeia MacDonald »s começou apenas com um restaurante, Isabel dos Santos usou o exemplo da Uber para defender que « nem sempre é preciso uma coisa nova, a Uber apenas inovou na maneira de apanhar um táxi usando as tecnologias que já existem ».

 

Fotografias de Pentti Sammallahti em Lisboa

Pentti Sammallahti é um mestre da fotografia clássica a preto e branco e pioneiro da fotografia finlandesa. O toque humorístico e ênfase aplicados de forma original nos detalhes das coisas quotidianas, são uma característica típica das imagens de Sammallahti.

Fotografia de Pentti Sammallahti, Ristisaari, Finlândia 1974.

Fotógrafo a tempo inteiro desde a década de 60 do século passado, Sammallahti é também conhecido pelas impressões de alta qualidade. Para além de fotografias individuais, Sammallahti tem vindo a produzir portfolios temáticos.

A exposição, organizada pela Embaixada da Finlândia, Instituto Ibero-Americano da Finlândia e pela Imago Lisboa Festival da Fotografia faz parte da programação da Presidência da Finlândia no Conselho Europeu em Portugal e  estará patente no convento da Graça, de 10 a 27 de outubro.

Fotografias de Pentti Sammallahti em Lisboa

Pentti Sammallahti é um mestre da fotografia clássica a preto e branco e pioneiro da fotografia finlandesa. O toque humorístico e ênfase aplicados de forma original nos detalhes das coisas quotidianas, são uma característica típica das imagens de Sammallahti.

Fotografia de Pentti Sammallahti, Ristisaari, Finlândia 1974.

Fotógrafo a tempo inteiro desde a década de 60 do século passado, Sammallahti é também conhecido pelas impressões de alta qualidade. Para além de fotografias individuais, Sammallahti tem vindo a produzir portfolios temáticos.

A exposição, organizada pela Embaixada da Finlândia, Instituto Ibero-Americano da Finlândia e pela Imago Lisboa Festival da Fotografia faz parte da programação da Presidência da Finlândia no Conselho Europeu em Portugal e  estará patente no convento da Graça, de 10 a 27 de outubro.

Príncipe Harry terminou visita a Angola

 

 

O príncipe Harry a Angola concluiu a sua visita de três dias a Angola. O Duque de Sussex deixou o país após ter sido recebido hoje em Luanda pelo Presidente João Lourenço. Durante o seu encontro, evocaram nomeadamente a questão da desminagem e do ecoturismo, o Príncipe tendo abordado a luta contra sida ao avistar-se desta vez com a Primeira-Dama angolana.

 

Em declarações à imprensa, a embaixadora do Reino Unido em Angola, Jessica Hand, qualificou de “grande sucesso” a visita do Duque de Sussex. De acordo com a diplomata, esta que foi a sua primeira visita oficial a Angola, apesar de já ter estado no país noutro âmbito em 2013, “foi para ele significativa, do ponto de vista de honrar o trabalho da sua mãe”. Com efeito, durante esta deslocação, o Príncipe visitou o Huambo esta Sexta-feira, onde colocou em destaque a necessidade de concluir o processo de desminagem do país, ao deslocar-se ao mesmo antigo campo minado outrora visitado pela mãe, Lady Diana, há 22 anos.

A embaixadora Jessica Hand referiu ainda que o príncipe observou “mudanças positivas em Angola entre o período da visita da sua mãe e o actual”. Angola anunciou que vai investir 60 milhões de Dólares para limpar campos minados nos parques naturais de Mavinga e Luengue-Luiana, na bacia do rio Okavango. Por sua vez, a embaixadora britânica indicou que o governo do seu país está actualmente a avaliar os projectos conduzidos neste sector em Angola pelas organizações The Halo Trust e a Ajuda Popular da Noruega.

Refira-se que dos mais de três mil campos recenseados no final da guerra civil em 2002 nas 18 províncias de Angola, subsistem ainda 1.220 campos minados, numa área de 105 km quadrados, sobretudo nas províncias do Bié, Kuando Kubango, Kuanza Sul e Moxico.

Príncipe Harry terminou visita a Angola

 

 

O príncipe Harry a Angola concluiu a sua visita de três dias a Angola. O Duque de Sussex deixou o país após ter sido recebido hoje em Luanda pelo Presidente João Lourenço. Durante o seu encontro, evocaram nomeadamente a questão da desminagem e do ecoturismo, o Príncipe tendo abordado a luta contra sida ao avistar-se desta vez com a Primeira-Dama angolana.

 

Em declarações à imprensa, a embaixadora do Reino Unido em Angola, Jessica Hand, qualificou de “grande sucesso” a visita do Duque de Sussex. De acordo com a diplomata, esta que foi a sua primeira visita oficial a Angola, apesar de já ter estado no país noutro âmbito em 2013, “foi para ele significativa, do ponto de vista de honrar o trabalho da sua mãe”. Com efeito, durante esta deslocação, o Príncipe visitou o Huambo esta Sexta-feira, onde colocou em destaque a necessidade de concluir o processo de desminagem do país, ao deslocar-se ao mesmo antigo campo minado outrora visitado pela mãe, Lady Diana, há 22 anos.

A embaixadora Jessica Hand referiu ainda que o príncipe observou “mudanças positivas em Angola entre o período da visita da sua mãe e o actual”. Angola anunciou que vai investir 60 milhões de Dólares para limpar campos minados nos parques naturais de Mavinga e Luengue-Luiana, na bacia do rio Okavango. Por sua vez, a embaixadora britânica indicou que o governo do seu país está actualmente a avaliar os projectos conduzidos neste sector em Angola pelas organizações The Halo Trust e a Ajuda Popular da Noruega.

Refira-se que dos mais de três mil campos recenseados no final da guerra civil em 2002 nas 18 províncias de Angola, subsistem ainda 1.220 campos minados, numa área de 105 km quadrados, sobretudo nas províncias do Bié, Kuando Kubango, Kuanza Sul e Moxico.